
Foi o melhor ano profissional de toda a minha vida, isso eu posso dizer com toda a certeza.
Lembro como se fosse ontem o telefonema no meio da tarde onde o Bagaço perguntou “E aí, está preparado para fazer parte do Arena?”. Lembro como se fosse ontem o quanto eu corri como um macaco pela casa, beijando a careca do meu pai e esbravejando que estava novamente empregado e que desta vez era em um dos maiores portais de jornalismo do país. Lembro como se fosse ontem dos zilhões de textos, alguns furos importantes, a ameaça de processo por uma rede de comércio francesa, as maratonas, os podcasts, as coberturas e todo o resto que tornou este último ano em algo que guardarei pra sempre comigo.

A primeira vez em que ouvi esta expressão foi da boca de uma ex-namorada, a Bruna. Estávamos numa missa – ela me obrigava a ir na igreja e, numa boa, eu ia. Amava tanto aquela guria que chegava a doer.

Quando amamos, aprendemos…
Aprendemos que as pessoas são unicamente diferentes e que são essas diferenças que incitam sua beleza. A beleza que somente quem ama pode ver.
Aprendemos que o real prazer não esta no contato dos corpos e sim na mistura das almas.
Aprendemos que amar dói. Dói principalmente se a outra pessoa não agir como um espelho e refletir o nosso grandioso, porem frágil, sentimento de volta.

Está cada vez mais complicado atualizar este espaço. Sabem como é, a vida virtual acaba esbarrando na real e, como deve ser, sempre perde para ela.
Alguns dizem que eu utilizo errado o tumblr; que este é um local para se compartilhar coisas simples, ralas, conteúdos dignos apenas de um sorriso de canto de boca e nada mais. Pois bem, me perdoem, mas continuarei errando.

As escolhas que você toma durante a vida mostram quem você é. Este é um fato.
Tal parâmetro também pode ser aplicado quando falamos especificamente de relacionamentos amorosos. E é sobre isto que irei gastar algumas linhas hoje.

Não se passou muito tempo desde que ouvi uma afirmação que me fez repensar inúmeras coisas na minha vida.
Hoje, lembrando disso, repensei novamente. Resolvi compartilhar isso com mais pessoas do que esta que vejo refletida no espelho.
Uma garota, uns 5 ou 6 anos atrás, mencionou que havia se apaixonado por mim. Mas não do jeito tradicional. Ela havia se apaixonado pelos meus textos. Pelas minhas palavras. Pelos meus pensamentos.

Como todos sabem (e se não sabem, agora irão saber) fui criado no interior de São Paulo, pelos meus avós. É uma história longa e chata, que possivelmente eu irei tentar contar em outra hora (sem que permaneça chata, mas não menos longa).
Neste final de ano, me permiti voltar e passar alguns dias em casa, a fim de descansar o corpo e a mente, muito embora o maior objetivo ainda seja descobrir o que irei fazer da minha vida em 2010.
Voltar para Mococa é como viajar para outro planeta, onde a nostalgia é quase palpável.