
Foi o melhor ano profissional de toda a minha vida, isso eu posso dizer com toda a certeza.
Lembro como se fosse ontem o telefonema no meio da tarde onde o Bagaço perguntou “E aí, está preparado para fazer parte do Arena?”. Lembro como se fosse ontem o quanto eu corri como um macaco pela casa, beijando a careca do meu pai e esbravejando que estava novamente empregado e que desta vez era em um dos maiores portais de jornalismo do país. Lembro como se fosse ontem dos zilhões de textos, alguns furos importantes, a ameaça de processo por uma rede de comércio francesa, as maratonas, os podcasts, as coberturas e todo o resto que tornou este último ano em algo que guardarei pra sempre comigo.
Não me cabe aqui explicar porquês ou fazer um discurso longo e tedioso sobre a reestruturação pela qual o iG está passando e que atingiu este limite. De maneira curta e grossa, hoje irei dormir desempregado.
Gostaria de aproveitar este espaço apenas para agradecer todas as pessoas que fizeram parte da minha vida neste período e que eu quero muito que continuem, mesmo que de um jeito diferente daqui pra frente.
Obrigado Caio Teixeira e Bruno Vasone por terem sido os melhores chefes que eu já tive. Por cobrarem quando foi preciso e, principalmente, por permitirem que muitas das minhas pirações e desejos pessoais se transformassem em conteúdo relevante para o Arena. Tenho certeza de que a liberdade oferecida por vocês é algo que me fez crescer muito como profissional e também como pessoa. Muito obrigado, de coração.
Obrigado Henrique Sampaio, Douglas Pereira, Thiago Vilela, Gus Lanzetta, Renato Bueno, Pablo Miyazawa e Pedro Giglio, por terem sido os melhores colegas de trabalho que tive o prazer de estar ao lado. Formamos uma equipe maravilhosa e podem ter certeza de que, cada um ao seu modo, à sua maneira, me fez também um jornalista melhor, um cara melhor. Somos extremamente diferentes, mas mesmo assim conseguimos formar uma família que eu quero que continue unida na medida do possível.
Obrigado a todas as outras pessoas que permitiram a realização deste trabalho incrível, desde o pessoal de vídeo, até os assessores que me aguentaram, as pessoas que entrevistei e os tiozinhos que dirigiram as dúzias de táxis que tomei por São Paulo, Rio e até Los Angeles.
E, acima de tudo, obrigado a vocês. Leitores, ouvintes, expectadores e amigos, por terem prestigiado o nosso trabalho, terem criticado, elogiado e se sentido entretidos e informados pelo que tentamos passar para frente.
O feedback de vocês foi parte crucial para que eu virasse dias e noites editando podcasts, escrevendo textos ou terminando aquele jogo horrível, apenas para transmitir a informação mais exata e refinada sobre tudo.
Gostaria de oferecer um abraço virtual, em especial aos ouvintes do Games on the Rocks, que era um projeto mais pessoal, onde coloquei todo o meu carinho e esforço. Muito obrigado por, em míseros 31 programas, terem transformado o GotR no podcast de entretenimento eletrônico mais popular do Brasil, superando em alguns episódios inclusive os downloads do clássico e insubstituível NowLoading. Muitíssimo obrigado, de coração.
Bem, basicamente é só. Irei ficar uns tempos longe da internet e coisas assim, apenas para reorganizar a vida e descobrir maneiras malevolentes de pagar as contas que se acumularam depois da E3, mas não fiquem preocupados. Estou bem, seguro de que tudo acontece quando tem de acontecer, que desempenhei bem o meu papel e que a vida continua.
Novamente, muito obrigado e espero que logo menos a gente se encontre por aí de novo.
Um abraço a todos.
PS: Segue um pequeno agradecimento aos ouvintes do podcast.