Vudu e' pra jacu.

As escolhas que você toma durante a vida mostram quem você é. Este é um fato.

Tal parâmetro também pode ser aplicado quando falamos especificamente de relacionamentos amorosos. E é sobre isto que irei gastar algumas linhas hoje.

Voltando à questão de ser definido por suas atitudes, tudo gira em torno das experiências que tivemos até aquele momento. Todas as vitórias e desastres contribuem para que um dos caminhos seja escolhido. Dependendo da bagagem, mais rápido e facilmente as pessoas poderão ultrapassar os Quick Time Events da vida.

Exemplificando, tal qual uma aulinha de primeiro grau, eu sou conhecido por preferir garotas mais novas.

Gosto mesmo. Não vou aqui dar de armless John e fingir que não é comigo. Adoro. Ponto.

Entretanto, o que poucas pessoas sabem é que tal fato também foi influenciado diretamente por acontecimentos passados. Acontecimentos estes que contribuíram para definir o meu caráter, minha primazia e meus terrores.

Já tive quase todos os tipos de relacionamentos que a minha heterossexualidade permitiu. Mulheres muito mais velhas, muito mais novas, muito mais ricas, muito mais humildes, muito mais experientes, muito mais recatadas… A lista é longa e eu não vou incomodar vocês com isto.

O ponto é que cada uma destas relações moldou uma porcentagem do que considero como a idealização da mulher perfeita para mim. Tal pensamento é sempre atualizado conforme mais exemplos diferentes são adicionados à lista.

É só pensar um pouco que facilmente vocês também irão conseguir determinar o que foi mudado por cada uma das pessoas especiais em suas vidas.

Ao ultrapassar uma desilusão, o instinto nos impele a evitar o panorama que nos levou até ela.

Nas oportunidades em que me relacionei com mulheres mais velhas, fui usado, tratado como um babaca e descartado como lixo. Simples de entender agora, huh?

Restou me esbaldar em saias curtas e mentalidades inconcluídas. Garotas que não poderiam me trollar foda, me enxergariam com maior admiração e que, na maioria das vezes, ofereceriam uma estabilidade maior.

Entretanto, como já citado, estamos em contante desenvolvimento. Em meio a um furacão de novas oportunidades e sensações inéditas que nos transforma na tal metamorfose ambulante.

Eu mudei. Não me sinto apavorado daquela maneira tímida e infantil ante personas com trilhas muito mais longas do que a minha. Na real, isso me incita agora.

Tudo é uma questão de feeling. De vibe.

Para conseguir se dar bem sentimentalmente, primeiro devemos entender que tipo de necessidades nós temos. Quais as expectativas pretendemos atender ao conhecer outras pessoas.

Eu? Estou de boa. Aproveitando. Esperando surgir alguém que me prove valer a pena se apaixonar de novo. Minha metade mineira está agindo e me permitindo seguir moroso. Dou graças a isto.

E vocês, não tenham medo de mudar de ideia. Arrisquem sem receio. Mesmo que as coisas não deem certo, o que tu absorveu da situação vai estar pra sempre contigo.


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